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| Quarta-feira, 09 de abril de 2008 - Newsletter 224 | |
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Rio madeira: uma solução precária |
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Edemar
de Souza Amorim
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A recente licitação para privatização da Usina Hidroelétrica de Santo Antonio no rio Madeira coloca em evidencia o processo bastante danoso, de mediocrização que assola o país, cuja tendência é se agravar no futuro. Por pressão dos movimentos sociais e organizações ambientais fundamentalistas, o potencial energético do rio Madeira e de outros rios da Amazônia tem sido desperdiçados por critérios supostamente preservacionistas, cujos benefícios, se avaliados de forma realista, não se sustentam. Toda a vez que se constrói um aproveitamento hidroelétrico cria-se um reservatório cujas dimensões definirão o benefício energético que se quer retirar do local. Assim, tanto a barragem quanto o reservatório têm algumas funções que são variáveis de projeto: a altura de queda que afeta diretamente a potencia do aproveitamento, o volume útil do reservatório, cuja função é regularizar a vazão efluente que promove o aumento da energia firme do local e dos demais aproveitamentos à jusante, além de armazenar água para distribuí-la pelos diversos fins em períodos desfavoráveis. Em geral, os grandes reservatórios são projetados nos trechos iniciais dos rios, pois estes nascem em regiões montanhosas e não causam inundações muito extensas. Desta forma, o benefício da regularização se estenderá por todo o desenvolvimento do rio, havendo um ganho de energia em seu aproveitamento total. Este parâmetro tem que ser confrontado com os demais critérios e usos que se possa fazer no local, como navegação, controle de cheias, irrigação, aspectos ambientais, ocupação e organização da área, terras indígenas, Unidades de Conservação, áreas prioritárias, ecossistemas aquáticos e terrestres, base econômica, etc. No caso do Rio Madeira, o fanatismo conservacionista utópico, provocou o abandono da solução mais conveniente. E o projeto que previa a construção de reservatório com área inundada de 1550 km2, foi abandonado pela construção de duas usinas de baixa queda, UHE Santo Antonio e UHE Jirau, com 243 km2, praticamente a fio d’água. Na fantasiosa mente dos ambientalistas brasileiros, as funções de reservatório e regularização foram substituídas por um maior número de turbinas, que ficarão paradas nas épocas de baixa vazão, turbinando-se apenas o volume de água da vazão natural. Em termos práticos, graças à estupidez reinante nos gabinetes de Brasília, a energia correspondente a uma usina do porte de Ilha Solteira, fundamental para um país que tem vivido os últimos anos à beira de racionamentos por falta de planejamento e gestão adequada de seus recursos naturais, será desperdiçada em nome da floresta. Ao que parece, para esta pequena parcela de iluminados, o fato de esta energia perdida ter de ser produzida por fontes bem mais caras e poluentes, como nucleares ou térmicas a carvão ou gás importado é irrelevante. Também é irrelevante o impacto na economia brasileira, ao distorcer nossa matriz e encarecer bens, serviços e produtos exportáveis. Quanto aos risíveis argumentos ambientalistas, de que a redução de área inundada será compensada com preservação de floresta, manutenção de reserva indígena, ou atividades exploratórias reguladas, já se sabe o fim; serão perdidos na realidade do desmatamento e ocupação descontrolada da floresta, que tem levado à destruição pura e simples de grandes áreas da Amazônia, complementado pela perda definitiva de boa parte do potencial hidroelétrico brasileiro.
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"Mesas redondas 2008" Em discussão o caos do trânsito paulistano Como mais uma de suas Mesas Redondas 2008, o Instituto de Engenharia coloca em pauta o tema Trânsito na Região Metropolitana de São Paulo. O evento será dia 15 de abril, às 20h, em sua sede. Especialistas
no assunto abordarão aspectos como a implantação
do pedágio urbano, a ampliação ou eliminação
do rodízio municipal de veículos, a proibição
de estacionamentos nas ruas, o fim da Zona Azul e a regulamentação
da circulação de caminhões de carga e descarga
no período diurno. Entre as
autoridades no assunto, temos Jaime Waisman, diretor da Sistran Engenharia,
Francisco Moreno Neto, diretor técnico da TTC - Engenharia de
Tráfego e de Transportes -, Adriano Murgel Branco, ex-secretário
de Transportes do Estado de São Paulo, Maria da P. P. Nobre,
membro do Conselho Estadual de Trânsito - Cetran. Mediado
por Francisco Christovam, diretor de Relações Externas
do Instituto de Engenharia, com a participação do presidente
Edemar de Souza Amorim, o debate será transmitido ao vivo pela
internet por meio do site www.iengenharia.org.br, com a participação
dos internautas e do público presente. Saiba mais> | |
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ATENÇÃO! Eleições 2008 para a presidência do CREA e do CONFEA As eleições para a presidência do Crea e do Confea acontecem no dia 4 de junho de 2008. Os profissionais que desejarem votar, no Instituto de Engenharia, devem informar à Secretaria Geral o número do seu CPF até o dia 11 de abril. Para aqueles que não se manifestarem, o Crea designará locais de votação nas proximidades do endereço residencial. |
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